O OLHAR DA IMPRENSA SOBRE A MARCHA DOS CEM MIL
O presente trabalho propõe uma pesquisa sobre os atos do Movimento Estudantil no primeiro semestre de 1968, período que incitou os estudantes a lutar de forma mais direta contra o governo que havia prometido uma redemocratização do Brasil, porém foi na contramão de seus discursos instaurando o Ato Inconstitucional nº.5. O objetivo dessa pesquisa é chegar até a Marcha dos Cem Mil para fazer uma relação de como foi retratada pela imprensa da época e comparar com o livro de Maria Ribeiro do Valle “1968: Dialogo é a violência: Movimento Estudantil e ditadura militar no Brasil” que foi referencia no Brasil na questão dos estudos sobre a relação tumultuada do Movimento Estudantil com o governo vigente.
Em primeiro momento será trabalhado os movimentos estudantis ocorridos no ano de 1968 em âmbito mundial, especificando que no Brasil ocorreu devido ao golpe militar de 1964. Dando seqüência será mostrado como a morte do estudante Edson Luis foi relevante para o movimento ganhar mais força. Após isso os estudantes se armam e vão a luta, com isso ocorre o choque com os policias causando a conhecida “Sexta-feira Sangrenta” que deu o pontapé inicial para a “Marcha dos Cem Mil”.
É necessária ao abordar a marcha dos cem mil fazer uma breve discussão sobre a intervenção do movimento estudantil na passeata e sua atividade no ano de 19681, lembrando que o contexto de luta contra totalitarismo foi a causa de estudantes de todas as partes do mundo na mesma época.
A morte de Che em 19672 abalou muitas pessoas e intelectuais ligados a movimentos de esquerda, a guerra no Vietnã, tudo isso foi alimentando um sentimento de “revolta” dentro dos corações daqueles comprometidos com a paz e a democracia. Algumas pessoas optaram pelas armas mais tarde.
A marcha dos cem mil nesse contexto se torna uma das ultimas manifestações de caráter pacifico antes do endurecimento do regime e o movimento estudantil também ganha visibilidade durante o mesmo período apesar de a marcha não ser composta só por estudantes. O intuito é demonstrar como esse movimento se articulou e como ele era mostrado pela imprensa da época.
Quanto à marcha em si, trabalhará como a imprensa retratou, com importância e passividade. Foi manchete em vários jornais em âmbito nacional, mas para esse trabalho será selecionado duas reportagens uma da Folha de São Paulo e do Jornal da Ultima Hora, edição do dia 27 de junho, justificados pelo grande circulação. Não será uma analise profunda de discurso, e sim como foi demonstrado para a sociedade leitora o que foi a “Marcha dos Cem Mil”.
As regências foram articuladas pensando em um mês contando quatro aulas, portanto os planos de aula estão especificando o que está contido no debate historiográfico sobre cada tópico que será abordado. A perspectiva educacional tomada foi a da Aprendizagem Significativa Crítica com o autor Marco Antonio Moreira por compreender que está seja muito relevante não só para a escola em si, mas especificamente o ensino de História que trata de ações e consequências, é interessante que os alunos compreendam como as ações de pessoas de outro época tem influencia em nosso cotidiano.
Trabalho apresentado pelos acadêmicos: Aline Doria da Silva, Anna Lucia Botelho de Moraes, Daiane Ramalho Araujo, Franciene de Oliveira Malaquias, Lucas Batista, Lucas Fermino Rosin da Silva e Rooger Jhulyan dos Santos.
Trabalho completo: http://www.4shared.com/office/uRKU_Qvz/TRAB_HISTORIOGRAFIA_MARCHA_DOS.html?

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